sexta-feira, 21 de julho de 2017

Rapiddo continua precarizando relações trabalhistas. Agora está demitindo motociclistas sem explicações claras.

Mensagem enviada a um motociclista comunicando o desligamento. Explicação da empresa é inconsistente.



O motociclista questiona o porquê da dispensa. Empresa cita procedimento padrão sem mais explicações.

Agora, a "moda" é dispensar sem mais explicações. Recentemente, motociclistas foram vítimas dessa prática nada convencional e foram desligados da plataforma da Rapiddo, que alega estar revisando o desempenho dos profissionais e verificando os que não atingem a pontuação 3 estrelas, assim descrita pela empresa. Segundo motociclistas, os valores das entregas estão baixando cada vez mais e assim, muitos não pegam à corrida, o que dificulta depois o trabalhador aumentar a pontuação.

A Rapiddo não fala como é essa pontuação e ainda não dá prazo específico de pagamento para os profissionais dispensados, alegando que pagará as verbas da quebra de contrato no próximo fluxo de pagamento. O que se percebe nessa atitude é o descaso com o trabalhador, o descompromisso de qualificar o motociclista para que ele corresponda as expectativas da contratante e a falta de mais explicações pelo desligamento.

A conclusão disso é que as empresas de aplicativo no motofrete visam o lucro sem custos mínimos, sem de fato solidarizar-se com o profissional, mantendo distância dos trabalhadores motociclistas, deixando-os a mercê da própria sorte, inclusive em caso de acidentes. Vale ressaltar que os trabalhadores ao serem dispensados não recebem direitos trabalhistas como férias, 13º, FGTS e nem seguro desemprego, mesmo tendo anos de casa.

Lamentável!

Leia aqui mais sobre o assunto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário