terça-feira, 4 de abril de 2017

Trabalhadores de aplicativos no delivery fazem greve na Itália por direitos trabalhistas

Ciclistas italianos se organizam para reivindicar direitos trabalhistas. Foto: divulgação.
Dentre várias queixas dos trabalhadores italianos, a principal foi que a empresa Foodora depois de ter atraído milhares para o sistema App, mudou a forma de pagamento fixo prometido e passou a pagar só a cada delivery (você já ouviu essa história?).

ACREDITE... isso não é mera coincidência com o que está acontecendo com os trabalhadores de aplicativo no Brasil. TODAS as empresas de app seduzem o trabalhador e, quando dentro do sistema, ela DOMINA. Insatisfeito é excluído sumariamente.

Veja algumas situações absurdas da empresa de app na Itália
  1. Criou contratos com os entregadores (também considerados autônomos) que permitiu evitar cumprimento de leis trabalhistas.
  2. O lucro absurdo que tiveram com os trabalhadores semi-escravos rendeu uma venda de milhões de euros da marca Foodora para um grupo de investidores.
  3. A Foodora se recusou a conversar com o sindicato escolhido pelos próprios trabalhadores para representá-los.
  4. A prefeitura das cidades chamaram a Foodora para reunião, mas a empresa não compareceu.
O que os trabalhadores reivindicaram nas paralisações que fizeram
  • Abolição do contrato de “colaboração temporária”.
  • Introdução de contrato flexível de meio-período.
  • Salário básico (7,50 euros por hora) com bônus variável (1 euro por entrega) + Pagamento por entrega.
  • Não retaliação ou punições disciplinares aos trabalhadores em luta.
  • Um canal formal e direto de comunicação com o empregador.
Na Itália, o Ministério do Trabalho e as prefeituras se mostraram solidários aos trabalhadores e tentam encontrar soluções para as divergências.

Leia todo o artigo originalmente publicado pela página Struggles in Italy aqui ou traduzido ao português pelo Passa Palavra aqui. 

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