quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Empresas de aplicativo de motofrete lesam trabalhador motociclista, praticam concorrência desleal e podem quebrar o setor

As empresas de aplicativo estão destruindo as relações trabalhistas construídas entre SindimotoSP, trabalhadores motociclistas, empresas convencionais de motofrete e Ministério do Trabalho através de um discurso de apenas "intermediação" entre motofretistas e tomadores de serviço.

Isso é uma inverdade, pois elas ditam preços, formas e normas de trabalho, padronizam serviços, monitoram o profissional, cedem uniformes e baús que divulgam a empresa, determinam jornadas extensivas, entre outras irregularidades. Quando começaram os serviços prometiam ganhos superiores em comparação com os funcionários registrados em carteira. Esses profissionais foram seduzidos, abandonaram a segurança oferecida pelas empresas e agora, trabalham em jornada exaustiva, já tiveram os valores do frete reduzidos várias vezes e, quando não aceitam serviços de preços menores que um motofretista recebe pela tabela do SindimotoSP, são punidos com desligamentos temporários e até excluídos da plataforma.

O SindimotoSP já denunciou essas empresas para o Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego porque elas precarizam as relações trabalhistas, praticam concorrência desleal com as empresas convencionais e ainda podem quebrar o setor, já que empresas formalizadas não tem conseguido concorrer com os baixos preços que as de aplicativo praticam. Aliás, as empresas de aplicativo já estão na mira das autoridades por fortes indícios de sonegação fiscal. O sindicato também não entende porque os ministérios envolvidos, que já receberam o SindimotoSP e trabalhadores do setor em reuniões, demoram tanto em tomar decisões e permitem que os profissionais sejam tratados como verdadeiros escravos em pleno século 21.

Os trabalhadores estão descontentes e, junto com o SindimotoSP já deflagraram greve no galpão da Loggi, que monopoliza e dita as regras das empresas de aplicativo. As empresas Rappido, Vai Moto, Motoboy.Com, e a Uber que está entrando, também estão dificultando a vida dos motociclistas profissionais.

O SindimotoSP junto com uma comissão de trabalhadores do aplicativo estão tentando conversar e mudar a situação com as empresas, mas tem encontrado dificuldades, falta de diálogo. Outras grandes manifestações não estão descartadas. 

As empresas de aplicativo precarizam os direitos dos trabalhadores.








Em reunião na DRT - Ministério do Trabalho o SindimotoSP intermediou acordo, porém, a Loggi não vem cumprindo o que foi acertado.

O presidente Gil reivindica junto com os motociclistas profissionais justiça e cumprimento de direitos trabalhistas. 

Na frente do Ministério Público do Trabalho a categoria mobilizada pelo SindimotoSP reivindica direitos.

Leia mais aqui, aqui e aqui.

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