quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Você sabe quais são os primeiros-socorros para vítimas de acidente com moto? Não? "Desencana", nós mostramos algumas que fazem a diferença entre a vida e a morte. Campanha SindimotoSP por um trânsito mais seguro.

O impacto da batida geralmente lança quem estiver na moto ao ponto fixo da colisão, como carros, postes, caminhões ou ônibus etc. Verifique se a vítima está consciente, se estiver inconsciente ela já é considerada paciente grave. Mais do que socorrê-la, o importante é observar e dar o maior número de informações para a equipe de emergência. Importante: não forneça líquidos para ela beber e não dê qualquer tipo de alimento. Espere a chegada dos socorristas profissionais.

RESPIRAÇÃO BOCA-A-BOCA: o pescoço deve ser erguido e flexionado para trás. Em seguida, com ajuda dos polegares, abra a boca da vítima. Aperte as narinas para evitar que o ar escape. Coloque sua boca sobre a do paciente e sopre com força. Afaste sua boca para permitir o esvaziamento do pulmão do acidentado. Repita a manobra quantas vezes forem necessárias. Em caso de ferimento nos lábios pratique o método boca-a-nariz. Ele é igual ao método boca-a-boca, com a diferença de exigir o cuidado de fechar a boca do acidentado enquanto se sopra por suas narinas.

PARADA CARDÍACA: de fácil reconhecimento, apresenta inconsciência, ausência de batimentos cardíacos, extremidades arroxeadas, palidez intensa e dilatação das pupilas. Deite o acidentado de costas sobre uma superfície dura. Faça pressão sobre o esterno (osso que fica na frente e no centro do tórax) para comprimir o coração de encontro do arco costal posterior e à coluna vertebral. Descomprima rapidamente. Repita a manobra em um ritmo de 60 a 70 vezes por minuto, até batimentos espontâneos ou até a chegada do médico. A pressão aplicada depende da estrutura física da vítima, para se evitar fraturas. Crianças, mulheres e pessoas magras tem que fazer pressão menor.

HEMORRAGIA: (use luvas) aplique compressa limpa de pano, lenço, toalha ou gaze sobre o ferimento e pressione com firmeza. Para manter a compressa firme, utilize uma tira de pano, gravata ou cinto. Se o ferimento for pequeno estanque a hemorragia com o dedo pressionando-o fortemente sobre o corte. Se o ferimento for em uma artéria ou em um membro pressione a artéria acima do ferimento para interromper a circulação, de preferência apertando contra o osso.

HEMORRAGIA NASAL: coloque o paciente sentado com a cabeça voltada para trás e aperte-lhe as narinas durante uns 4 ou 5 minutos. Se a hemorragia persistir, coloque um tampão com gaze ou algodão dentro das narinas. Além disso aplique um plano umedecido sobre o nariz. Se houver gelo, uma compressa ajuda muito.

HEMORRAGIA ESTOMACAL: coloque à vítima deitada de lado com a cabeça virada lateralmente até chegada de socorro médico.

HEMORRAGIA PULMONAR: após acessos de tosses, sai sangue pela boca em golfadas. Coloque a pessoa deitada de lado com a cabeça mais alta que o corpo. Não deixe-a falar, tente mantê-la calma e procure um médico imediatamente.

FRATURA FECHADA: restrinja a movimentação ao mínimo indispensável. Cubra a área lesada com pano ou algodão. Imobilize o membro com talas ou apoios adequados. Fixe as talas com ataduras ou tiras de pano, de maneira firme, mas sem apertar. Remova o acidentado para o hospital mais próximo. Não tente colocar os ossos fraturados no lugar.

FRATURA EXPOSTA: faça um curativo protetor sobre o ferimento, com gaze ou pano limpo. Se houver hemorragia abundante, procure contê-la conforme indicado anteriormente. Imobilize o membro fraturado com aplicação de talas. Não desloque ou arraste a vítima até que a região fraturada tenha sido imobilizada.

FRATURA DO CRÂNIO: mantenha a vítima recostada, no maior repouso possível. Em caso de hemorragia no couro cabeludo , envolva a cabeça com uma faixa ou pano limpo. Se houver parada respiratória, inicie a respiração boca-a-boca. Imobilize a cabeça do acidentado, afrouxe suas roupas em torno do pescoço e mantenha-o agasalhado.

FRATURA DA COLUNA VERTEBRAL: a fratura da coluna vertebral constitui uma das emergências mais delicadas em casos de acidentes de trânsito. Se mal atendida, a vítima pode ter sequelas permanentes graves. É preciso muito cuidado na correta identificação desse tipo de lesão e na conduta do socorrista. Qualquer erro pode ter consequências sérias. Se possível, conte com a ajuda de alguma equipe especializada. Caso não seja possível, aja você mesmo. Mas sempre com muito cuidado. Observe a respiração da vítima. Se houver parada respiratória, inicie a respiração boca-a-boca. Mantenha a vítima agasalhada e imóvel. Não remova a vítima até a chegada de equipe especializada, excepcionalmente em caso de risco de morte, como explosão.






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