quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Só a escravidão deve superar moto em destruição social, diz texto da Folha de SP.

Triste comparação feita pelo pesquisador Eduardo Vasconcelos para matéria na Folha de SP de hoje (13/9). No domingo, ele havia sido base de reportagem no programa Domingo Espetacular da Record, que discordamos veementemente. Motociclista não é escravo nem culpado pelos índices altos de acidentes em trânsito, é vítima de um sistema que não tem política pública específica para quem anda de moto.

Ao que parece, a mídia elegeu o motociclista como o grande responsável por acidentes, pelas mortes que acontecem todos os dias no Brasil nas vias públicas, mas esquece que, de fato, os culpados (sim, no plural - porque são muitos) são as autoridades públicas que não desenvolvem ações concretas para reverter o quadro, não criam políticas públicas para quem anda de moto e vai varrendo para baixo do tapete a questão.

Entra campanhas de eleição, sai campanhas de eleição, entra Semana Nacional do Trânsito, sai Semana Nacional do Trânsito e todos que participam desses espetáculos midiáticos desfilam frases feitas, bradam palavras de ordem, aparecem com discursos moldados e nada é feito.

E os motociclistas? Bem, esses continuam perdendo a vida em acidentes de trânsito nas ruas enquanto os "entendidos" falam, falam, falam...

O SindimotoSP já apresentou propostas que funcionam, e que não brincam nem com a vida dos motociclistas nem com seus bolsos. Para minimizar esse número de mortes, defende:

1) Criação de Lei Federal pelo Contran de motofaixas na capital
2) Sinalização de solo específica para motociclistas 
3) Campanhas educativas para motociclistas e motoristas
4) Cursos de qualificação 30 Horas do Contran (gratuito)  
5) Fim imediato da indústria da multa que pune e não educa
O SindimotoSP já mostrou, inclusive em atos públicos e pacíficos, que é preciso soma de forças, e não medidas ditatoriais que visam mais as fontes de arrecadação do que de educação.
Leia matéria da Folha de SP aqui e deixe sua opinião em nosso face.

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