quinta-feira, 28 de abril de 2016

Empresas de Apps de motofrete derrubam demanda das convencionais em até 50%

Com a entrada dos apps no setor de motofrete, a demanda por mão de obra nas empresas legalizadas de motofrete caiu pela metade, a ociosidade dos trabalhadores da categoria subiu devido a espera maior por entregas, assim como também, cresceram as demissões no setor. Entre janeiro e abril de 2016, foram mais de 500 homologações no SindimotoSP.

A diferença entre empresas convencionais e as de app está em que, as de aplicativo não pagam os impostos devidos à prefeitura como pagam as convencionais e, ainda por cima, não repassam aos trabalhadores os direitos trabalhistas conquistados pelo SindimotoSP e garantidos em Convenções Coletivas.

Para se ter uma ideia, na grande São Paulo são 12 mil empresas convencionais contra cerca de 5 de apps que exploram os serviços do motociclista profissional. Segundo o Sedersp (sindicato patronal), fica impossível concorrer porque as de app não arcam com custos trabalhistas, impostos, aluguéis etc.

Por isso, o entendimento do SindimotoSP, segundo Gilberto Almeida dos Santos, é que as de app precisam reconhecer o vínculo trabalhista com os motociclistas profissionais e repassar os direitos conquistados. "O trabalhador fica iludido com o ganho nas apps, mas, se fizer a conta, verá que está trabalhando mais, gastando o dobro em manutenção e tendo direitos como FGTS, 40% de multa na rescisão, férias + 1/3, 13º, aluguel da moto, 30% de adicional de periculosidade, convênio médico - odontológico e seguro de vida gratuitos retirados. Além disso, em caso de acidentes ou até óbito, ele ou família estão desamparados", diz.

É preciso que o Ministério do Trabalho e Previdência Social interfira na causa a favor do trabalhador motociclista que não percebe que está perdendo direitos trabalhistas. É preciso ação imediata porque pode haver um grande colapso no setor e não ter mais volta, ou seja, o motofrete tornar-se um  setor sem representantes sindicais e patronais e ninguém ter responsabilidade com nada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário