quarta-feira, 23 de março de 2016

Fragilizados no trânsito (?)

Parece haver desinteresse em proteger os mais frágeis no trânsito. Não se vê atitudes continuadas das autoridades para preservar a vida impedindo o aparecimento de problemas econômico social que vão recair sobre as famílias e o próprio governo.


São mutilados e outros lesionados que chegam aos prontos socorros muitos sem possibilidade de recuperação que evoluem para óbito. Outros com incapacidades temporária ou definitiva passando a cadeirantes ou dependentes de cuidados de enfermagem permanente.

É sofrimento para todos nós. Sair de uma UTI como profissional de saúde para informar a família à evolução desfavorável de um acidentado de trânsito e mais tarde informar sobre o óbito, é triste, muito triste para aqueles que pretendem preservar vidas. Pior, não havia uma doença em evolução, era um indivíduo que subitamente foi transformado na via pública num doente.

E para isso, não é tomada nenhuma medida cautelar. São manchetes da mídia todos os dias. Ninguém tenta transformar o pedestre em um usuário da mobilidade segura. A proteção maior, de longa data, parece direcionada para os veículos médios e pesados. Após isso, faixas exclusivas foram intensificadas para proteção dos motociclistas, mas já foram interrompidas passando a ser prioridade construção de ciclo faixas para proteção dos ciclistas. 

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