terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sindicato fantasma pode representar uma categoria?

Essa é a primeira pergunta que fazemos. Como, um sindicato com diretoria formada por empresários (que nem se sabe a origem deles) e não por trabalhadores do setor de motofrete pode assumir a representatividade de uma categoria tão grande, vital e de suma importância para o Brasil como a nossa? Essa é a segunda pergunta que dá abertura para outras como quem, de fato, está por trás desse sindicato de gaveta?

De onde vem o dinheiro que sustenta a estrutura montada e paga os altos salários da diretoria há anos se não existe arrecadação vinda do motociclista profissional? Quando e quem são os 300 trabalhadores que elegeram tais representantes e quais empresas de motofrete trabalham? Quem são os sócios desse sindicato que pagam contribuições mensais? Por que o trabalhador motociclista não consegue se associar ao referido sindicato e quando poderia consultar os diretores para defendê-lo diante das injustiças que a empresa comete contra ele, ninguém o atende?

E o pior: o local referido como sede desse sindicato aproveitador está sempre de portas fechadas e protegido por muros altos, inclusive com arame farpado, parecendo mais uma fortaleza, não um sindicato. Por que foi encontrado no sindicato em uma batida da polícia armas de fogo? E, para finalizar, quando foi realizada a assembléia e a eleição que elegeu tal sindicato?

São tantas perguntas que canalizam numa única resposta possível de explicar a situação: fraude!

Fraude essa que levou a justiça ao erro. O correto seria, diante desse quadro, uma grande assembléia realizada pelos trabalhadores do setor para que eles escolhessem quem os representaria através de voto democrático e não através de liminares desse sindicato “comprado” obtidas com documentação falsificada, com listas de presenças falsas, diversos golpes e mentiras.

Esta falcatrua, falta de compromisso com os companheiros e interesse apenas financeiro é o que fez esse sindicato mentiroso que tenta enganar empresas e motociclistas. Ele tem apoio de instituições duvidosas e que não tem compromisso com o trabalhador, possui ainda diversas irregularidades, falsos representantes do setor na diretoria eleitos de forma irregular e com lista fraudulenta, presidente laranja, processos de falsificação, estelionato que já foram denunciados para o Ministério Público, do Trabalho e Emprego, Super Intendência Regional do Trabalho e Emprego e até a Organização Internacional do Trabalho por práticas criminosas contra motociclistas que não conseguem informações nem por telefone nem ao se dirigirem para a suposta sede que, ainda tem contra si, BOs na Polícia Cívil devido a apreensão de armas no local que deveria atender trabalhadores com diplomacia e não com bala.

Quem de fato deve ser o representante de uma categoria?

Como dito no início do texto, representatividade deve ser dada a quem trabalha em prol da classe e legitimamente pelo trabalhador que escolhe pessoalmente em votação democrática quem os representará.
Esse foi o caso do SindimotoSP, escolhido por quase 5 mil trabalhadores que apresentaram documentos (RG, CNH e holerite com ata registrada em Cartório) em eleição acompanhada pelo  Ministério do Trabalho.

Representatividade se faz com trabalho

Antes de 2007, a categoria era abandonada e sofria nas mãos dos empresários, além de trabalhar em regime de semi-escravidão. Quando eleito democraticamente pela categoria, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, iniciou trabalho. Pais de família que desejavam melhores condições de trabalho e futuro digno para si próprio e famíliares viram que ele poderia mudar a situação.

A partir daí, Gil e sua diretoria obtiveram incansavelmente conquistas e vitórias espetaculares como, na área trabalhista com homologações gratuitas, centenas de processos judiciais ganhos para o trabalhador, mesas redondas junto a DRT-SP, Convenções Coletivas de Trabalho que melhoraram a vida e o trabalho do motofretista (com piso mínimo, aluguel de moto, VR, cesta-básica, seguro de vida obrigatório etc) e a principal: reconhecimento pelo próprio Ministério do Trabalho da atividade de motofretista como profissão.

Essas conquistas não pararam e vieram também no Governo Federal com a aprovação da Lei Federal 12.009 que regulamentou a categoria, a Lei Federal 12997 que autorizou o pagamento da periculosidade aumentando em 30% o salário do trabalhador, a aprovação da Resolução 350 do Contran – Curso 30 horas, que qualifica o profissional, a linha de financiamento de 100 milhões – FAT MOTOFRETE e, ainda, a aprovação da Lei Federal 12.436 que proíbe a empresa de apressar o motociclista na entrega, entre outras.

Junto ao Governo Estadual, o SindimotoSP derrubou o veto da garupa, obteve mais de 30 mil cursos gratuitos, com o DetranSP conseguiu nas Portarias 1974 e 830 qualificação, desburocratização e procedimentos padrão do órgão  na regulamentação em todo Estado de São Paulo, obteve outra linha de financiamento para compra de moto zero pelo Banco do Povo Paulista e muito mais.

Também, com gestão forte no Governo Municipal, conseguiu a derrubada do veto a Garupa na cidade de São Paulo, a aprovação da Lei Municipal 14.491, o fim das proibições de circulação de motos nas marginais Tietê e Pinheiros, além da Avenida 23 de Maio, obteve mais de 10 mil cursos gratuitos pela CET – CETET, obteve a criação de 5 mil novas vagas para motociclistas nos bolsões de estacionamento e muito, muito mais. Basta acessar www.sindimotosp.com.br e ver nossa história completa.

Quem deve representar a categoria então?

Aqui mostramos parte das ações realizadas em prol dos motociclistas em todos os níveis, nossa luta não pode parar, temos que continuar sempre aprimorando soluções para melhorar a imagem dos motociclistas diante da sociedade e dos governos, além de buscar melhores salários e benefícios. Sabemos que se trata de um problema, a representatividade sindical, e para resolvê-lo é preciso participação de todos. Só assim conseguiremos oferecer condições dignas de segurança, trabalho e mobilidade aos motociclistas profissionais.

Respeitosamente,
Gilberto Almeida dos Santos (Gil)
Presidente do SindimotoSP

Participe também dessa luta. Junte-se a nós.

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