quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Redução de velocidade deveria ter outros critérios para marginais Tietê e Pinheiros

O SindimotoSP é a favor da vida e queda dos números de acidentes com motos, porém, recomenda que algumas observações sejam feitas porque só a diminuição da velocidade não é a solução dos problemas para diminuir fatalidades.
Faz-se necessária política pública que atenda os requisitos do programa “Década de Segurança 2011-2020”, da ONU, que visa redução de mortes no trânsito até o final dessa década.
Outro ponto importante é que essa redução deveria ser gradativa até chegar um limite que também não “emperre” ou "tire" a agilidade da prestação de serviços do motociclista profissional que anda nas marginais.
O SindimotoSP acredita que deveria também existir critérios específicos para os motociclistas profissionais como:
1.    Definição e normatização de espaço próprio para motocicleta andar.
2.    Sinalização e identificação física dos corredores já existentes nas vias.
3.    Criação de faixas de segurança específicas à esquerda para as motos.
4.    Programas e campanhas de educação voltados para motociclistas e carros.
São Paulo tem uma Lei Municipal 14.488/05, FMDT – Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito, que obriga a prefeitura a investir todos os recursos arrecadados com as multas em ações voltadas a redução dos acidentes, o que não se observa para o caso das motocicletas. Isso precisa mudar.
Estatísticas

Em 2014, mais de 10,4 milhões de multas foram aplicadas na cidade. Desse total, 30% das multas foram por excesso de velocidade. As colisões laterais corresponderam a 30% dos acidentes. A arrecadação passou de R$ 850 milhões. Morreram no trânsito mais de 500 motociclistas em 2014. Dados do DPVAT, somente da cidade de São Paulo, apontam que mais de 4 mil motociclistas tiveram acidentes que resultaram em invalidez permanentes. As marginais Tietê e Pinheiros corresponderam em mais de 20 % das mortes no trânsito envolvendo os motociclistas.

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