quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pesquisa da Abramet destaca risco de lesões e outros problemas de saúde para motociclistas no uso de motos ou em acidentes de trânsito

Esses dados, porém, não entram nas estatísticas, já elevadíssimas, de mortos e vítimas de acidentes com motocicletas atendidos no sistema de saúde, já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) define uma fatalidade de trânsito como uma pessoa morta imediatamente ou nos 30 dias subsequentes por conta de um acidente de trânsito.


A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) realizou há algum tempo, pesquisa com motociclistas de São Paulo. De 800 motociclistas entrevistados, 365 (45,6%) tinham se envolvido num total de 552 acidentes nos seis meses anteriores ao estudo. Desses, 69% tinham levado a lesão corporal ou doença do motociclista e 50%, do carona.

Além das lesões causadas por acidentes, destacaram-se outros riscos à saúde a que o motociclista está sujeito, especialmente nas longas horas que passam sobre o veículo:

1.    Riscos físicos: ruído elevado, variações térmicas, vibração (que leva a desgastes articulares, na coluna vertebral, hérnia de disco etc).

2.    Riscos químicos: pela inalação de poeira, fuligem, gases, vapores.

3.    Riscos ergonômicos: por conta da postura sobre a moto, que pode levar a lesões por esforços repetitivos.

4.    Riscos biológicos: contato, principalmente de nariz, boca e olhos, com micro-organismos presentes no ar e no solo.

Assim, além dos acidentes que causam lesões principalmente nos membros inferiores, na coluna e na cabeça, muitos motociclistas podem desenvolver doenças crônicas, ficar incapacitados e até mesmo morrer por conta do uso prolongado do veículo de duas rodas.



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