sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Não há política para motociclistas, diz presidente do SindimotoSP Gilberto Almeida dos Santos, para o Jornal A Folha de SP

Foi com esse título que o maior jornal de São Paulo referiu-se a falta de interesse da prefeitura da capital para quem anda de moto na cidade. A frase do companheiro Gil vem de encontro à indiferença da administração atual que, inclusive define as motos como grandes vilãs do trânsito.

“Não somos as vilãs do trânsito”, diz Gil que argumenta ainda não adiantar multar se o poder público municipal não oferecer medidas de proteção para os motociclistas, como faixas de segurança exclusivas sinalizadas e normatizadas para motos, além de campanhas educativas permanentes e outras medidas de proteção ao motociclista.

Não preocupado com educação e sim com punição (e arrecadação por tabela), as multas estão sendo aplicadas em excesso pela prefeitura contra o motociclista, fato esse que pode impedir, ano que vem devido a crise, o licenciamento da moto, investimento em segurança ou até na regularização do motociclista profissional esse ano ainda.

A impressão é que prefeitura não está preocupada com motociclista e só pensa em arrecadar e construir ciclovias que, apesar de investimentos milionários nelas, já foram palco de mortes de ciclistas e pedestres.

Números da cidade

Frota de motos
Motociclistas mortos em 2014
Motociclistas feridos em 2014
Mortes de janeiro a junho de 2015   

13%
440
14027
189

Fonte CET / DetranSP

Clique aqui e leia entrevista exclusiva do companheiro Gil à Folha de SP.

Leia mais: Folha de SP - 10/05/2015  02h21

Ao todo, 440 pessoas perderam a vida, 37 a mais em comparação ao visto em 2013. As vítimas continuam sendo principalmente homens, na faixa dos 20 aos 29 anos e são estudantes ou ajudantes —ou seja, não trabalham como motoboys.

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