terça-feira, 4 de agosto de 2015

Redução de velocidade e proibição de tráfego das motocicletas entre corredores de carro pode acabar com a profissão de motofretista

Dissemos... pode. Por quê? Porque o grande diferencial no trabalho do motociclista profissional é a agilidade e rapidez com que são feitas as entregas. Caso isso não exista, o trabalho do entregador com motocicleta fica sem sentido e ineficiente devido a demora. O SindimotoSP, seja na cidade de São Paulo ou diretamente em Brasília, luta para que os direitos dos motociclistas profissionais e o livre exercício da profissão sejam respeitados e mantidos.

Lembramos sempre que, o SindimotoSP não é contra a redução da velocidade, pelo contrário, apoia todas as medidas que visam redução de acidentes, principalmente em acordo com o programa "Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020" da ONU, mas entende que essa ação da prefeitura em diminuir a velocidade tem muito mais a ver com arrecadação do que o controle ou diminuição dos acidentes, enquanto que, os deputados federais que apoiam o fim do tráfego das motos em corredores não sabem, de fato, como isso prejudicaria milhões de trabalhadores em todo Brasil. 

No Projeto de Lei que está já em votação em Brasília, não existe uma estatística, pelo menos oficial, que comprove os acidentes com motos ocorrerem em sua maioria nos corredores. 

Soluções

No caso da diminuição dos acidentes no município, à prefeitura poderia investir mais em campanhas educativas e de orientação, assim como promover discussão mais profunda com os representantes do setor profissional de duas rodas e especialistas em trânsito para encontrar soluções com menos impacto na realização dos serviços prestados, principalmente pelos motofretistas. Também poderia investir em faixas de segurança específicas para motos nas vias públicas, bem como criar sinalização específica para isso, entre outras atitudes. 

Já na questão da proibição das motos nos corredores no País, a Câmara dos Deputados Federais também deveria ouvir os representantes do setor bem como incentivar campanhas educativas em âmbito federal, normatizar sinalização, faixas de seguranças e promover a regulamentação da motofaixa em âmbito federal através de lei junto aos órgãos públicos que cuidam do trânsito, como o Denatran/Contran. 


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