segunda-feira, 13 de julho de 2015

Acidentes com motos sobem, assim como custo de internação, porém, motociclista profissional é minoria. Mesmo assim, Denatran quer mudanças na obtenção da CNH para todos os motociclistas

Número de mortes em acidente com motocicleta subiu 263,5% em 10 anos

Segundo estudo do Ministério da Saúde (MS) foram 11.268 vítimas fatais no país contra 3.100 usuários de motos mortos em 2001. Nesse período, a frota de motocicletas aumentou mais de 300%. Os números obtidos foram auditados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM).

O salto no número de vítimas fatais em acidentes com motos é bem maior que o aumento do número de mortos por acidentes de trânsito em geral, que envolve carros, motos, caminhões, ônibus, pedestres.

Internações custam R$ 96 milhões

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2011 houve 155.656 internações por acidentes de trânsito, com custo de R$ 205 milhões. Os acidentes de moto corresponderam a 77.113 delas, totalizando gasto de R$ 96 milhões. Em 2014, o valor aumentou 30%.

Motofretista: minoria em acidentes de trânsito

A maior parte dos acidentados com moto usa o veículo por apenas 2 horas por dia, como transporte, geralmente para ir e vir do trabalho, alertou estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo que traçou um raio-X de acidentes com motos na capital paulista. O levantamento envolveu 326 vítimas e 310 acidentes. Apenas 23% dos acidentados declaram que usam a moto como. O estudo também concluiu que, apesar de mais expostos, motofretistas se acidentam menos “possivelmente” por serem mais experientes.

Parte desse resultado também mostra que o aumento da exigência de equipamentos de segurança, assim como o processo de regulamentação exigido pela Lei Federal 122009, e uma das bandeiras do SindimotoSP, para motociclistas profissionais, tem surtido efeito.

Denatran quer exigir simulador para formação de motociclistas

Em paralelo ao crescimento do número de mortes em acidentes com motos, como aponta o MS, uma série de projetos de lei tramita no Senado Federal e na Câmara dos Deputados em busca de soluções para os índices negativos. Além de mudanças, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), pretende exigir simuladores nas aulas nos CFC’s para formação de motociclistas. O projeto havia sido colocado em pauta ano passado no senado, mas enfrentou resistência e aguarda parecer para seguir em frente.

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