sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Acidentes envolvendo motocicletas precisam de solução urgente

É o que aponta estatísticas preocupantes e especialistas em trânsito. Descaso pode comprometer mão de obra no setor de motofrete.
Nos últimos anos, o número de mortes de motociclistas no trânsito em todo o País aumentou mais de 900%, número esse, equivalente a guerras que acontecem em alguns países da África e Europa, por exemplo. O sociólogo Julio Waiselfisz, elaborou pesquisa intitulada Mapa da Violência de 2013, com base em dados do Ministério da Saúde, e apontou 14,6 mil mortes. São 40 por dia. Já o governo federal aponta 11,5 mil motociclistas mortos no trânsito. Em média, 31 óbitos por dia. 
Independente da fonte ou pesquisa, o fato é que muitas mortes poderiam ser evitadas com ações eficazes, campanhas e união de todos os setores envolvidos, principalmente dos poderes públicos. Só para comparar, em 2013, houve 573 mortes por dengue, o que foi motivo de mobilização nacional, inclusive da imprensa, para evitar a epidemia.
Para se ter uma ideia, a frota de motocicletas no Brasil passou de 2,8 milhões em 1998, para 18,4 milhões em 2011, o equivalente a 26,1% dos veículos sob registro do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Atualmente, já ultrapassa os 20 milhões e pode chegar a 25 em menos de dois anos.
Com isso, fica impossível descartar como causas de tantas mortes apenas a falta de cumprimento das leis, desrespeito às regras de trânsito por parte dos condutores de motos etc, e sim, associar a elas, uma série de fatores que precisam ser revistos.
Só os custos das internações hospitalares de motociclistas pelo SUS atingiram R$ 102 milhões em 2012. Nesse valor, não somou-se, por exemplo, custos do resgate e remoção das vítimas e veículos, danos ao mobiliário urbano e à sinalização de trânsito, do atendimento policial e dos agentes de trânsito, processos judiciais, pensões, benefícios etc, sem falar na perda de receitas dos motofretistas com a interrupção temporária ou até permanente de suas atividades.

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