terça-feira, 14 de janeiro de 2014

1/5 milhão de pessoas morrerão no trânsito no Brasil até 2020. Dados são alarmantes.

A previsão é de um estudo detalhado da ONU caso o assunto não seja levado a sério por autoridades do Governo Federal.
Na década anterior ao lançamento da campanha da ONU - Década de Ações para Segurança Viária - as mortes no trânsito no Brasil saltaram de 33 mil (2002) para 44 mil (2011), segundo o DATASUS. O crescimento teve em média, 2,9% ao ano. Mantendo essa tendência, em 2020 serão 59 mil/ano chegando a um impressionante registro de meio milhão de brasileiros mortos em acidente de trânsito. A meta proposta pela ONU é redução de 50%. Em termos financeiros isto representará um custo social de R$ 645 bilhões.
O IRTAD, um observatório vinculado ao International Transport Forum, publicou relatório apresentando estatísticas de 34 países ilustrando como eles organizam suas estatísticas de acidentes e qual a estratégia que adotam para reduzir mortes e feridos no trânsito. O que se observou nos países que houve redução dos acidentes foram programas nacionais para combater de frente o problema. No Brasil, o fato é que não se sabe muito, ou quase nada, o que acontece na totalidade do território.
Porém, alarmante é a taxa de crescimento do número de mortes por motocicletas no Brasil. De 2002 a 2011, ainda segundo o DATASUS, o número subiu de 3.744 para 11.433.
A situação demonstra que não há interesse governamental pelo assunto, parece que o enorme custo social não tem nenhum significado e que a ocupação progressiva de 50% dos leitos hospitalares por vítimas do trânsito é mera questão de  administração hospitalar. 

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