terça-feira, 10 de setembro de 2013

Motofretistas tem profissão de risco, diz o Ministério do Trabalho e Emprego

O Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), é o país com a maior quantidade de motofretistas no mundo. Somente no Estado de São Paulo são mais de 500 mil, somados a esse número, também estão os mototaxistas. Atualmente 65% dos acidentes de trânsito ocorridos no país envolvem motocicletas com esses profissionais. 
Só o Sistema Único de Saúde (SUS), gastou com internações decorrentes de acidentes envolvendo motos nos últimos três anos, R$ 96 milhões. Para reverter esse quadro, medidas estão sendo tomadas, como a regulamentação da categoria em âmbito nacional através da Lei Federal 12009. Resoluções do Contran também se aliam à lei para fazer com que a profissão possa descer alguns números do quadro de profissões perigosas. A tendência é que as normas mais rígidas reduzam o número de acidentes.
Maria José Maeno, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina no Trabalho), explica que estes profissionais estão entre os mais vulneráveis aos acidentes de trabalho. A pesquisadora ressalta que embora os dados oficiais falem de dois a três mil acidentes fatais por ano, na realidade morrem cinco mil trabalhadores.
Outra questão preocupante é que a grande maioria trabalha de forma autônoma e, em caso de acidente fica desamparada, não recebe os respectivos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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