sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Elevados índices sobre duas rodas: em 2018, mais de 110 mil indenizações do Seguro DPVAT foram pagas por acidentes com motocicletas

Quando o Código Brasileiro de Trânsito entrou em vigor, há 20 anos, as motocicletas eram responsáveis por menos de 10% das mortes em acidentes nas ruas e estradas do País


Hoje, esse número cresceu exponencialmente e os dados do Seguro DPVAT ajudam a comprovar este fato: de acordo com a Seguradora Líder, administradora do seguro no país, a motocicleta foi o veículo com o maior número de indenizações pagas nos cinco primeiros meses de 2018. 

Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, concentrou 75% das 148.164 indenizações no período. Os números mostram que, por dia, ao menos 739 motociclistas foram vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.

Mas o que pode ser feito, efetivamente, para evitar as tragédias sobre duas rodas e, como consequência, reduzir os índices?

A resposta é mais simples do que imaginamos e requer a adoção de um conjunto de soluções, a começar pela educação para o trânsito, desde a pré-escola até a universidade. Ao disseminar a cultura da segurança desde a mais tenra idade, incentivando o uso de itens obrigatórios de segurança, como o uso do capacete e calçado fechado, além da obrigatoriedade do documento de habilitação, o trânsito certamente se tornará um lugar melhor para todos os que fazem parte dele.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

SindimotoSP participa do X Salão das Motopeças

O sindicato dos motoboys de São Paulo esteve no Salão das Motopeças em visita oficial da instituição para propor parcerias para o setor de reposição de peças que os motoboys usam. O Salão é promovido pela Anfamoto que reúne em uma associação lojistas, representantes, fabricantes e indústrias de motopeças.

Os diretores do SindimotoSP Celso, Gerson e Rodrigo, Orlando (presidente da Anfamoto) e Gil (presidente do SindimtoSP e Febramoto).



quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Você ama seus filhos? Lógico que sim, então vacine-os e garanta a saúde deles

O SindimotoSP apoia essa campanha


Município de São Paulo iniciou campanha de vacinação contra pólio e sarampo.


Ação é voltada exclusivamente para crianças de 1 ano até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.


O esquema da vacina contra a poliomielite consiste em três doses aplicadas na criança menor de 1 ano (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e duas doses de reforço administradas aos 15 meses e aos 4 anos.

No caso do sarampo, a primeira dose da vacina tríplice viral é administrada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses. Neste caso, é aplicada a vacina tetra viral, que também protege contra varicela.

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

4 anos depois, quem saiu ganhando com os aplicativos? Milhões para as empresas e retrocesso para o trabalhador!

  




Pesquisa inédita do SindimotoSP mostra mega valorização destas empresas no mercado financeiro com aportes milionários e lucros exorbitantes enquanto motoboys tiveram queda de renda, jornada de trabalho aumentada e qualidade de vida diminuída, além de escravização em pleno século 21.

O estudo também mostrou números relativos aos trabalhadores registrados em carteira via CLT, que mantiveram todos os direitos trabalhistas conquistados pelo SindimotoSP em quase uma década de atuação. Além da manutenção de direitos em todas as Convenções Coletivas e mesmo com a mudança das leis trabalhistas em novembro de 2017 pelo Governo Federal.

Atualmente, o motociclista CLT recebe em média r$ 2.600,00, trabalha em média 7/8 horas por dia, tem folga nos finais de semana e feriados, ao completar um ano recebe férias, periculosidade, aluguel da moto, VR, cesta básica, seguro de vida complementar, ao encerrar o ano em exercício recebe 13° e em caso de rescisão todos os direitos trabalhistas. 

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Saldo positivo em defesa do motociclista profissional para SP e o Brasil


Desde que assumiu à presidência do sindicato dos motoboys de São Paulo, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, e sua diretoria obtiveram diversas conquistas e melhorias para os trabalhadores motociclistas de São Paulo que serviram de parâmetros para conquistas por sindicalistas de outros estados brasileiros. Confira abaixo na íntegra, entrevista para o Jornal A Voz do Motoboy, em que o presidente fala sobre o assunto.

Gil, há quanto tempo o SindimotoSP atua?
Desde 1991, mas a categoria era abandonada até que, em 2008 assumimos devido a péssima atuação do ex-presidente e começamos a atuar forte na capital beneficiando todo estado paulista.

Quais foram as maiores conquistas para a categoria durante sua gestão?
Podemos dizer que nossas vitórias estão em três frentes de atuação: trabalhista, trânsito e política. Na questão trabalhista, quando assumimos não havia piso mínimo, pagava-se o que queria para os trabalhadores e, além disso era quase zero os benefícios.
Atualmente, além de conseguirmos a obrigatoriedade do registro na carteira profissional, o motoboy tem piso mínimo próprio maior que o salário mínimo nacional e estadual, 30% de periculosidade sobre o valor de salário descrito na carteira, aluguel de moto - inclusive com excedente de quilometragem, VR, cesta básica e seguro de vida complementar gratuito, manutenção de diversos direitos trabalhistas nas convenções coletivas e muito mais. Ainda temos um espaço oferecido para o trabalhador motociclista com serviços de despachante, orientação jurídica e para assuntos relacionados ao INSS, temos diretores de plantão para tirar dúvidas e muito mais. Quando olhamos para a questão política, vemos vitórias na esfera federal com aprovação das Leis Federais 12.009 (Regulamentação), 12.436 (que proíbe apressar o trabalhador) e 12.997 (Periculosidade). Elas trouxeram mais qualidade de vida para o motociclista e segurança. Também no quesito federal, aprovamos a lei da Viseira, que impede o agente de trânsito multar motociclista que está parado com a viseira levantada, o que não acontecia antes.
No governo estadual, obtivemos mais de 70 mil cursos gratuitos de qualificação 30 Horas do Contran, linha de financiamento pelo Banco do Povo Paulista para aquisição de motos e equipamentos (juros subsidiados de 0,35% ao mês), parceria com o DetranSP e Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – MPST, além de sermos "Membro Conselheiro" permanente no CEDATT, que discute melhorias no trânsito estadual. Com manifestações conseguimos os vetos as leis que proibiam motociclistas e motofretistas de levarem garupa ou ter que colocarem placa na frente da motocicleta, conseguimos uma legislação mais dura contra os desmanches de motopeças e vendas de peças usadas através da identificação pelo DetranSP. Já no âmbito Municipal, as principais conquistas foram a manutenção da Lei Municipal 14.491 que regulamenta a profissão na Capital São Paulo, fiscalização de empresas clandestinas, criação de motofaixas, não ter sido proibido trafegar pela Avenida 23 maio, não ter sido obrigatório uso do colete air bag, oferecimento de cursos gratuitos pelo CETET, bolsões de estacionamento para placa vermelha, criação de faixa de retenção em semáforos (bike box), entre outras. Vale ressaltar que isso é só uma parte de 10 anos de trabalho que podem ser melhor conhecidos em www.sindimotosp.com.br.

Hoje quais são as reivindicações da categoria?
São muitas, em cada esfera governamental temos demandas, no governo federal temos no trânsito com as alterações na Resolução 356, que estabelece requisitos mínimos de segurança para o transporte de cargas (motofrete) e remunerado de passageiros (mototáxi) em motocicletas; na Resolução 410, que regulamenta os cursos especializados obrigatórios destinados a profissionais em entrega de mercadorias (motofretista) e em transporte de passageiros (mototaxista) que exerçam atividades remuneradas na condução de motocicletas. Caso sejam alteradas, haverá desburocratização para o motociclista profissional se regulamentar. Ainda reivindicamos implementação de um programa de proteção aos motociclistas contínuo de segurança no trânsito nos pilares da ONU, Fiscalização, Educação, Saúde, Infraestrutura e Segurança Veicular para que possam atender os anseios da “Década de Segurança 2011-2020 ", a desburocratização do Fundo Nacional de Segurança do Trânsito – FUNSET, no âmbito federal, contingenciados a mais de 10 anos, com estimativa de mais de 10 bilhões. Em âmbito estadual estamos pleiteando linha financiamento para compra de motocicletas padrão para a categoria, isenção de impostos para aquisição dos equipamentos de segurança obrigatório, cursos gratuitos de 30 Horas Obrigatório do Contran, fiscalização nas empresas clandestinas, regulamentação das empresas que usam aplicativos na atividade de motofrete entre outras.  Nas reivindicações para à prefeitura municipal de São Paulo, que o Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito - FMDT, que arrecadou mais 1,2 bilhões de reais no ano passado, use recursos de 5% dos valores das multas para as áreas de educação e segurança para duas rodas.

Existem políticas públicas para os motociclistas?
Achamos que teve alguns avanços, antes era zero, só tinham a visão de proibir e criar dificuldades e fiscalização para quem anda de motocicleta, seja para o dia a dia ou profissional. Uma pequena parte dos que podem fazer algo pela categoria, de fato fazem alguma coisa, mas é preciso fazer muito mais pelos motociclistas porque somos a parte mais fraca do trânsito. Veja as estatísticas de morte de motociclistas que só aumentam. Também falta investimentos em todas as áreas, não há uma definição clara na questão de educação de trânsito dos governos. É preciso uma conscientização e mudanças de comportamentos em geral de todos os envolvidos nessa questão para encontrarmos soluções, incentivos aos bons condutores, como por exemplo, redução do IPVA ou DPVAT, qualificação e flexibilização das exigências da regulamentação, entre outros.

Como o poder público tem voltado os olhos para a categoria?
Não com a urgência e necessidade que ela necessita. É preciso pulso firme da parte do poder público para levar adiante mudanças urgentes que precisam ser feitas, afinal de contas, o número de acidentes com motociclistas não para de diminuir, é preciso entender que a prevenção é a melhor solução e a mais barata. Os custos dos acidentes de trânsito deixam sequelas a milhares de pessoas a cada ano e os custos são valores astronômicos.

Quais regulamentações existem hoje para a categoria? Elas a beneficiam e porquê?
As leis federais, Resoluções do Contran e a lei municipal, todas já citadas acima. Elas criam parâmetros para exercer a atividade profissional e de certa forma beneficiam a categoria, seja no campo financeiro, devido à falta de mão de obra regularizada, auto-estima elevada, respeito da sociedade e melhor comportamento no trânsito com a redução dos acidentes, tornando a profissão mais segura, sendo as pessoas que menos se acidentam. Apesar do alto custo para tornar um profissional regulamentado, há necessidades de mudanças nas legislações vigentes para melhor entendimento e adesão, porém, falta um calendário para implantação da fiscalização para que seja seguido à regra, o que melhoraria o exercício da profissão.

Em sua opinião porque há tanta dificuldade em enxergar o motoboy, por exemplo, como um nicho de mercado?
No final da década de 80 e toda a de 90 a categoria cresceu vertiginosamente, sem regras, atraindo todo tipo de trabalhador sem qualificação ou responsabilidades. Isso criou problemas e deu aos motoboys a culpa por tudo que acontece no trânsito. Isso é uma injustiça, até porque, a categoria sempre absorveu (e absorve) mão de obra de todo tipo, é importante para a economia de São Paulo e do Brasil movimentando bilhões de reais por ano. Com a chegada dos anos 2000, a situação começou a mudar e a partir de 2008, quando assumimos o sindicato dos motoboys de São Paulo, começamos um trabalho contínuo e intermitente para alterar esse quadro. Com as conquistas e principalmente qualificação do setor, as coisas começaram a mudar com a sociedade e governantes entendendo a importância dos motofretistas. Mas ainda há quem aponte dedos para à categoria e é preciso sempre, atuação de nossa parte para minimizar os efeitos.

Por que em muitas vezes a categoria é ainda discriminada ou vista como um subemprego?
Acreditamos que isso vem mudando, não da forma que necessitamos, se observarmos, por exemplo, há 10 anos, quando tinha um acidente envolvendo motociclista e outro veículo, sempre acreditavam que era um motoboy, retrovisores quebrados, brigas e xingamentos também era o motoboy. Hoje, existe uma mudança positiva nesta gestão que fizemos, precisamos melhorar muita coisa porque a categoria não tinha direcionamento, cresceu muito, além de comportamentos isolados de alguns motociclistas que nem são motoboys e que, às vezes, causam mais estragos do que benefícios. A separação do joio do trigo fez muita coisa mudar. Quem trabalha no motofrete, em sua maioria, é pai de família, é trabalhador responsável, essa postura ajuda e faz a diferença.

Deixe uma mensagem para as autoridades
Os governantes precisam ouvir mais a sociedade e as categorias de classe, bem como quem conhece mais as demandas das categorias, antes de criarem leis que não atendam os interesses da população. Não tomem atitudes sem consultar as instituições representativas das categorias. As autoridades devem abrir o diálogo com todos porque vivemos em um país democrático. Devemos juntos buscar soluções para os motociclistas. Com isso, todos ganham.

Deixe uma mensagem para a categoria.
Não deixem de acreditar no sindicato, através dele, a categoria mostra força e união, o que facilita nas reivindicações e na obtenção das conquistas e vitórias. Juntos, sempre somos mais fortes, fazemos a diferença. Cuidado com os aventureiros, os políticos que apenas querem votos em eleições e os que dizem que querem fazer a diferença mas são bancados por empresas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Ilusão vendida pela Loggi agora é dura realidade

Antes, os motociclistas profissionais de aplicativos ganhavam mais, trabalhavam menos e tinham concorrência baixa. Em menos de três anos, os mesmos motociclistas ganham bem menos, trabalham mais e veem a concorrência entre as entregas aumentar cada vez mais entre os trabalhadores. Além disso, o custo só aumenta cada vez mais e mais para quem está como MEI para os aplicativos.

Enquanto isso, Loggi, Rapiddo, Rappi e outras que exploram a categoria só observam de longe os motofretistas cada vez mais descontentes, não oferecem assistência nenhuma em caso de acidentes ou óbitos e o pior: não se importam com a categoria porque promovem divisão entre os motocas, praticam concorrência desleal com as empresas de motofrete express, fazem dumping social e precarizam relações trabalhistas. 


Os motoboys pagam cada vez mais para trabalhar no setor e as empresas de aplicativo não retornam os investimentos que ganham para o motociclista cada vez mais endividado.

Agora o motoboy trabalha mais tempo e roda muito mais para garantir o mínimo possível de salário.

Veja a concorrência, saltou de mil para cinco mil em aumento de 260% de motocas na rua.